O cigarro, à distância, a queimar,
Irrelevante o fumo, que, sem constância, teima em voltar,
Despido de alma nua, sem luz, na penumbra, sendo sombra apenas,
Crio e destruo luz, e vejo anjos sem penas,
São eles apenas olhos, que nada vêm
São eles apenas criações minhas, que nada têm
Arrepios no meu corpo e mente bem despida
Sincopes no meu coraçao, e a visão bem tremida,
À luz do meu ser, que nada deixa alem de sombras,
Às sombras da minha luz, que não são apenas sombras,
À minha pele, arrepiada, e feita de escombros,
À minha volta apenas vejo seres aos tombos.
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