sexta-feira, 6 de março de 2026

irrelevantes nuvens

 

O cigarro, à distância, a queimar,

Irrelevante o fumo, que, sem constância, teima em voltar,

Despido de alma nua, sem luz, na penumbra, sendo sombra apenas,

Crio e destruo luz, e vejo anjos sem penas,

 

São eles apenas olhos, que nada vêm

São eles apenas criações minhas, que nada têm

Arrepios no meu corpo e mente bem despida

Sincopes no meu coraçao, e a visão bem tremida,

 

À luz do meu ser, que nada deixa alem de sombras,

Às sombras da minha luz, que não são apenas sombras,

À minha pele, arrepiada, e feita de escombros,

À minha volta apenas vejo seres aos tombos.


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