quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A queda

Primeiro cede e balança,

Depois esquece e dança,

Depois, morre e descansa,

Caça, mata, guarda a lança,


Sobe a árvore, nela se senta,

Fica a olhar a nuvem, ela cinzenta

Depois cai, porque o ramo rebenta

Cabeça no chão,  que nem pensar tenta


E eu, da minha varanda, vejo e rio

Esta situação ao pé do rio vazio 

Ele ainda não me viu

Novamente me rio, 

Ele nem levantar ainda conseguiu


Levanta, vomita, tosse

Quase com morte precoce 

Sua consciência escapa de sua posse

Desmaia ele, e eu tiro fotografia, imagem agridoce.



Ajudo-o, atónito e afônico 

Ele me aparenta em perigo 

O que posso fazer? Pois que nada consigo

Ele me olha, ainda catatônico

Oferto-lhe um tônico, 


Ele se levanta, treme e desanda, segue sem caminho,

Aparenta que bebeu demasiado vinho.

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