Primeiro cede e balança,
Depois esquece e dança,
Depois, morre e descansa,
Caça, mata, guarda a lança,
Sobe a árvore, nela se senta,
Fica a olhar a nuvem, ela cinzenta
Depois cai, porque o ramo rebenta
Cabeça no chão, que nem pensar tenta
E eu, da minha varanda, vejo e rio
Esta situação ao pé do rio vazio
Ele ainda não me viu
Novamente me rio,
Ele nem levantar ainda conseguiu
Levanta, vomita, tosse
Quase com morte precoce
Sua consciência escapa de sua posse
Desmaia ele, e eu tiro fotografia, imagem agridoce.
Ajudo-o, atónito e afônico
Ele me aparenta em perigo
O que posso fazer? Pois que nada consigo
Ele me olha, ainda catatônico
Oferto-lhe um tônico,
Ele se levanta, treme e desanda, segue sem caminho,
Aparenta que bebeu demasiado vinho.
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