quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Frias Noites


A noite cai, fria, muito fria
E no cru silêncio, a luz se apaga 
Também a mim me silencia, 
E a cada movimento que se faz
A cada passo que dás,
O escuro afaga-me a cara
Com a lágrima que ninguém repara,
O gelo, invisível, não serve de paga,
Mas serve como chapada,
Como relação acabada, quebrada
Então, danço, eufórico, até cair
Até deixar de sentir,

Danço, danço,

Mas nem por isso me canso

E perco-me em delírios, 
Alucinações, paranoias,
Pesadelos, horrores insônias 

Até todas as gotas de chuva parecerem-me colírios

Ate todas as vozes parecerem minhas,
Ou ate todas falarem sozinhas,

E então o que restar,
Terá peso de nada e ar
Só meu impossível ser
O nada e a minha consciência 
O meu corpo a derreter,

Essa é minha ciência,

Criar nadas,
Desfazer tempo ás braçadas.

Avisos (1)

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